Apnéia Obstrutiva do Sono

A apneia do sono é um distúrbio potencialmente grave em que a pessoa pára de respirar, por alguns segundos, diversas vezes durante a noite. Pessoas com apneia obstrutiva do sono podem, inclusive, não estar cientes de que têm o problema.

Muitos pacientes desenvolvem a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono devido aos problemas de crescimento nos ossos maxilares. Pacientes com os maxilares deslocados para trás, apresentam um estreitamento das vias aéreas inferiores, diminuindo a passagem do ar enquanto estão deitados, predispondo assim ao desenvolvimento da SAHOS.

Os principais sinais e sintomas são: sono excessivo durante o dia, ronco, atividades motoras excessivas, durante o sono, impotência sexual e hipertensão.

Recomendações para o paciente com apnéia do sono:

Perder peso, aumentar a atividade física, evitar álcool no mínimo quatro horas de dormir, evitar medicamentos sedativos, preferencialmente antes e dormir, evitar dormir de barriga, evitar refeições pesadas antes de dormir, evitar fumar e evitar bebidas cafeinadas no mínimo quatro horas antes de dormir, evitar comer no meio da noite e evitar privação de sono.

Os principais tipos de cirurgias para tratar este problema incluem:

Remoção de tecido: é usado quando existe excesso de tecido na parte de trás da garganta para remover as amígdalas e adenoides, evitando que essas estruturas tapem a passagem de ar ou vibrem, provocando o ronco;

Reposicionamento do queixo: é recomendado quando o queixo está muito retraído e diminui o espaço entre a língua e a parte de trás da garganta. Assim, é possível facilitar a passagem do ar;

Colocação de implantes: são uma opção à remoção de tecido e ajudam a evitar que as partes moles da boca e garganta impeçam a passagem de ar;

Criação de nova passagem de ar: é usada apenas nos casos em que há risco de vida e as outras formas de tratamento não funcionaram.

Além disso, todas as cirurgias podem ser adaptadas para tratar o problema específico de cada pessoa e, por isso, é muito importante discutir todas as opções de tratamento com o médico.

Por Dr. Rafael Zetehaku Araujo – Cirurgião Buco-Maxilo-Facial

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